O supermercado Wal Mart começará a
vender a partir de agosto, nos Estados Unidos, bonecos infantis de
conteúdo religioso.
As figuras feitas a partir da
Bíblia, que incluem um Jesus de 30 cm e um Daniel de 8 cm na
cova dos leões, terão seu espaço em 425 das
3,3 mil lojas do Wal Mart no país, especialmente no meio
Oeste americano.
Os bonecos da linha Tales of
Glory (Contos da Glória, em tradução livre)
travarão uma verdadeira "batalha" contra algumas das figuras
mais conhecidas das crianças, como o Homem Aranha e os
Transformers. Mas os fabricantes estão otimistas.
"Se você for à seção
de brinquedos de qualquer grande loja, vai ver brinquedos e bonecas
que promovem e glorificam o mal, a destruição, a
mentira, a trapaça", diz David Socha, fundador da
One2believe, a companhia que fabrica os brinquedos.
"Na seção de bonecas, você
vê bonecas que promovem a promiscuidade de garotas muito
jovens. Bonecas com roupas reveladoras demais", ele acrescenta.
Para Socha, o que sua
companhia oferece é algo "baseado na fé que
não só é divertido para brincar, como
também solidifica os meios espirituais (das pessoas)".
A idéia da empresa
é embarcar no que parece ser uma tendência nos Estados
Unidos.
As vendas dos chamados
produtos cristãos, que incluem livros, música, roupas
e presentes, cresceram consistentemente e passaram de US$ 4
bilhões em 2000 para US$ 4,6 bilhões em 2006 (de
cerca de R$ 8 bilhões para em torno de R$ 9,2
bilhões).
Segundo a
Associação para o Varejo Cristão, parte deste
crescimento se explica pelo 'boom' de livros cristãos,
alguns escritos em resposta ao desconforto de alguns
cristãos com o sucesso da série do bruxinho Harry
Potter.
De acordo com um estudo da
consultoria Book Industry Study Group, a venda de livros religiosos
subiu 5,6% em 2006.
Além disso,
consumidores de obras cristãs gastam cerca de 50% a mais em
livros do que outros compradores de livros nos Estados Unidos,
revelou outro estudo.
Laurie Schacht, presidente da
publicação The Toy Book, da indústria de
brinquedos, acredita que os brinquedos com conteúdo
religioso podem vender bem em seus nichos.
"Acho que será uma compra dos pais, mais
que uma compra pelo que as crianças querem", ela
afirmou.
"Mas há um mercado (para eles), e acho
que o Wal Mart percebe isso e abre espaço para eles em sua
prateleira."
Fonte:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2007/07/30/297032471.asp
Comentários